MADURO: ALÉM DE CRIMINOSO, VULGAR!
 

 

Maduro, entre crimes e vulgaridades


Pedro Corzo


A Venezuela encontra-se submetida por um regime despótico e violador dos direitos humanos e como se fosse pouco, a quadrilha do crime organizado que coroa o governo é liderada por um sujeito que exemplifica a incompetência e o ordinarismo. Nicolás Maduro, do mesmo modo que seu antecessor Hugo Chávez, é um tosco com poder, um fanático da publicidade, sempre pronto para fazer desaparecer os que discordam de seus caprichos.


É preciso admitir que os mandatários do denominado Socialismo do Século XXI, leia-se: o reinventado Socialismo Real stalinista, à parte da fixação comum ao enriquecimento ilícito, se caracterizaram por seu forte apego ao show, sua recorrência às grosserias e comentários absurdos, às vezes com o único objetivo de chamar a atenção, contanto que seja o foco da atenção pública nacional e internacional.


Por outro lado, é relevante comentar que a natureza destes sujeitos é um fator que os conduz espontaneamente aos impropérios e à falta de respeito a outras pessoas, uma função na qual se destacou particularmente o desaparecido Hugo Chávez, embora há que admitir que o comandante golpista nunca se encontrou com passarinhos místicos nem confundiu pães com penes [1], como ocorreu a seu herdeiro político.


Na longa lista de mandatários latino-americanos, presidentes ou ditadores, é pouco provável encontrar um governante que transite do insulto mais grosseiro e soberbo à genuflexão mais repugnante como costuma fazer o governante venezuelano Nicolás Maduro, que depois de proferir um sem-número de impropérios contra o presidente Donald Trump, disse que estava desejoso de lhe apertar as mãos, quando há menos de um ano manifestou dirigindo-se à mesma pessoa: “tire suas mãos porcas da Venezuela”.


Nicolás Maduro tem grandes semelhanças com seu par Evo Morales. Os dois são ordinários, de notável incapacidade, de vulgaridade surpreendente [2] e não como conseqüência de falta de academia, porque um aliado de ambos, o condenado à prisão por corrupção, o ex-presidente mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se comportou durante seu mandato com equanimidade e prestância, com exceção no que diz respeito ao erário público de seu país.


Maduro, ao que parece, gosta de se comportar como um abusador de bairro que ameaça a torto e à direita. Ele é um boquirroto de maus modos que se crê infalível e possuidor da verdade absoluta, outra característica muito própria dos déspotas que gostam de ofender e ameaçar na certeza de que intimidam seus rivais, ou porque têm a convicção de que o objeto de seus ataques não responderá suas diatribes, portanto, não terão que sofrer as conseqüências de suas provocações.


A situação da Venezuela é particularmente complexa porque a quadrilha mais poderosa do país é desorganizada e extremamente ineficaz. Maduro tende a acentuar seu discurso populista e de extremo nacionalismo com vista às próximas eleições. Seu uso constante dos meios de comunicação procura catequizar o país, em particular aos partidários do chavismo. Identificar-se como a nação é um recurso ao qual os autocratas recorrem com particular freqüência. Fidel Castro gostava de se apresentar como Cuba e a revolução, se vendia como a santíssima trindade da nação cubana a qual desapareceria se em algum momento tivesse que abandonar o poder.


Estes são tempos difíceis para os bandos criminosos de Miraflores e do Forte Tiuna. O sicariato enfrenta uma crise estrutural gerada por suas deficiências. O respaldo a Maduro é muito baixo, a cifra dos que querem uma mudança ascende a 77 por cento e mais de 75 rechaça seu mandato, as Forças Armadas também estão em crise no que respeita a favor da população.


Por outro lado, nunca antes no hemisfério se havia visto um regime mais isolado por seus vizinhos e os organismos internacionais como o de Nicolás Maduro. Um isolamento que não responde a uma política específica de uma grande potência, senão à vontade de auto-destruição que tem demonstrado o madurismo.


O prontuário criminal das governanças chavistas é volumoso, só comparável à ineficiência, corrupção e grosserias que caracterizou um regime que envergonha os que carregam com orgulho o gentilício de venezuelano. A realidade é que Maduro é um tosco com as mãos inundadas de sangue.


Tradução: Graça Salgueiro


Notas da tradutora:


[1] Em português não dá para confundir as duas palavras que são bem distintas na grafia e na sonoridade, mas em espanhol sim - embora todos saibam a distinção entre uma e outra -, pois são “panes” e “penes”.


[2] Uma prova da baixeza e vulgaridade de Nicolás Maduro, foi essa cantoria plagiando a música mundialmente conhecida, “Despacito”: