JIDADISTAS ALEMÃES NO ISIS
 

 


Prisão no Iraque: Jihadistas alemães atuaram em polícia religiosa do ISIS

DER SPIEGEL

28 de julho de 2017 

Depois da prisão de 4 alemãs em Mossul, mais detalhes sobre suas participações junto ao ISIS foram descobertas. O DER SPIEGEL apurou que elas trabalhavam com uma espécie de policiamento religioso junto à milícia terrorista.

As 4 mulheres, adolescentes e adultas, procedentes da Alemanha detidas há uma semana na cidade iraquiana de Mossul, não apenas eram companheiras dos comandantes do ISIS, de acordo com a apuração realizadas pelo DER SPIEGEL.
Investigações das Forças de Segurança levaram a descobrir que as 4 mulheres atuavam numa espécie de “Polícia Religiosa”, da milícia terrorista, a qual controla o comportamento e condutas das pessoas através das rígidas regras do Islã, em cidades controladas pelo ISIS.

A denominada Brigada Khansa atuava nas cidades controladas pelo ISIS de Raqqa e Mossul , e se preocupavam em monitorar, por exemplo, as roupas que as mulheres deveriam utilizar, de acordo com as regras dos jihadistas. Quem não ocultasse o rosto ou usasse maquiagem era açoitado.

Forças especiais iraquianas da Brigada Dourada, detiveram as mulheres na semana passada, na cidade de Mossul, durante operação de liberação da cidade. Entre elas estavam Linda W. de 16 anos, natural de Sachsen. Assim como Fátima M. e Lamia K. , as quais em 2014 imigraram de uma região de conflitos, com sua irmã de 20 anos, Nadja.

O ministério Público Federal averigua a suspeita da participação de 4 alemães na associação terrorista. Além disso, contra Linda W., investigam seu envolvimento em preparação de atos de violência. Linda W. fugiu de casa no verão de 2016 e viajou à Síria. Lá, ela se casou um comandante checheno do ISIS, que pouco tempo depois morreu em combate.

As forças de segurança da Alemanha identificaram as outras 3 mulheres, onde 2 delas eram ativas em realizar propaganda do ISIS na internet e onde possivelmente também recrutaram novos integrantes para o ISIS. Lamia K. de 50 anos, originária de Mannheim, anos atrás, já chamava a atenção, por fazer propaganda de apoio ao ISIS.

O governo alemão mantém sob custódia as 4 mulheres integrantes do ISIS na sua embaixada, em Bagdá. Após as primeiras conversações com as forças de segurança iraquianas, diplomatas divulgaram que nenhuma das mulheres foi condenada à pena de morte. Emissários alemães foram avisados pelos iraquianos de que não há indícios de que as mulheres tenham envolvimento com assassinatos ou ações de combate. Está em pauta, uma possível extradição das detidas para a Alemanha.

Até agora, diplomatas só conseguiram visitar Linda W. e Fátima M. em um hospital militar. Nesse momento, há um esforço para também ocorrer um encontro com Lamia K e sua filha.

Tradução: Márcio Alexandre


Nota do tradutor: Segundo o jornal Sächsiche Zeitung, em reportagem mais recente do dia 05/09/2017, as 4 alemãs ainda permanecem presas no Iraque. O governo alemão ainda negocia a transferência delas para a Alemanha.