OTAN ENTRA NA ALIANÇA CONTRA TERRORISMO
 

 


OTAN ingressa em coalizão contra milícias terroristas

BERLINER MORGENPOST

24 de maio de 2017

Não-lucrativo, talvez até mesmo contra-produtivo: Essa era a opinião do governo alemão em relação a uma participação oficial da OTAN em uma coalizão Anti-ISIS. Agora, a Alemanha irá efetivar sua participação.

Bruxelas - Em um futuro próximo, a OTAN tornará mais forte e clara sua participação no combate contra a milícia terrorista do ISIS. Agências de notícias alemãs deram informações sobre o pacto entre países, onde a aliança será oficialmente conduzida pelos EUA, na luta contra os terroristas.

Por enquanto, a participação nas operações de combate devem permanecer justificadas. Igualmente, existe um consentimento a respeito de melhorias das repartições de encargos dentro do círculo da OTAN. Ao que se vê é que todos os 28 países participantes da aliança esclarecerão uma vez ao ano, como eles desejarão, no futuro, se engajar segundo os temas, defesa e proteção.

Junto ao desenvolvimento de gastos com defesa, deve-se também exercer um papel na participação nas operações da OTAN e da capacidade militar. Nesse último item, a OTAN estabeleceu claras especificações para os próximos 15 anos. Por exemplo, a Alemanha ampliará sua capacidade na área de reabastecimento aéreo.

Espera-se que a decisão seja formalmente anunciada no encontro entre os chefes de Estado nessa quinta-feira, algo que está sendo oficialmente apoiado nos bastidores. As conclusões se tornam válidas, especialmente quando o presidente dos EUA, Donald Trump sempre cobrou a respeito dos altos gastos e um maior engajamento da OTAN, na luta contra o terrorismo internacional.

O fato de outrora a OTAN não ter aderido a uma coalisão anti-ISIS, a organização militar do ocidente, poderia num futuro ser usada como uma plataforma de cooperação. Além disso, deve-se aumentar o programa de instrução e planejamento feitos recentemente, sendo que o futuro não só remete a atuação na vigilância do espaço aéreo, mas também a utilização de centro de comandos voadores, para a coordenação do tráfego aéreo sobre a Síria e o Iraque.

Um fator de instabilidade para o plano é certamente a briga a respeito da proibição da visita de deputados federais alemães a uma base militar da OTAN, na Turquia. O prosseguimento dessa escalada levaria a retirada de soldados alemães da Turquia e poderia tornar incerta a ampliação da utilização dos  AWACS (1).

Atualmente, a ação da OTAN numa coalizão anti-ISIS, torna a base turca de Konya, um ponto de apoio para operações aéreas e a Alemanha tende posicionar por volta de 1/3 de seus soldados para as ações AWACS.

(1) Sigla para Airborne Warning and Control System ou Sistema Aéreo de Alerta e Controle.

Tradução: Márcio Alexandre