A GRANDE INVASÃO MUÇULMANA II
 

 

A CONDIÇÃO REFRATÁRIA II

Adalberto Salvador Perillo Kühl Júnior

Os governantes da maioria dos países componentes da União Europeia, principalmente aqueles mais comprometidos com a agenda das três forças que disputam o poder no mundo, para obter seus intentos que nada mais são do que a implantação de referida agenda, há décadas vem fazendo uso das instituições governamentais e do poder de mando que nessas instituições remanesce, dos partidos políticos, do ativismo político das ONGs as mais variadas e da grande mídia e todo o aparato que a envolve, para, anestesicamente, no que se refere aos cidadãos comuns, mudar sua forma de pensar, de agir e de aceitar novos padrões sociais, principalmente relacionados ao comportamento e humanitários, segundo seus estritos objetivos, através da engenharia social, que dentre suas ferramentas para moldar, reprogramar e conquistar espaços mentais faz larga utilização do que se usou chamar de politicamente correto.

O politicamente correto também conhecido como língua de pau, é uma das principais ferramentas utilizadas pelo establishment das três forças em face dos cidadãos, sendo seu principal efeito, fazer com que as pessoas ajam contra seus próprios pensamentos, convicções e julgamentos, sobre determinada questão, bem como que a visualize não como a realidade que se lhe apresenta, mas segundo o que seus idealizadores desejam estabelecer, tendo, o politicamente correto, como principal característica, o blindar determinada questão de ser discutida, principalmente sua essência.

Todas as questões periféricas e não essenciais à questão blindada podem ser discutidas, à exceção da sua essência, que fora blindada pelo politicamente correto, sendo as questões periféricas e as discussões que as envolverão, também previamente programadas e coordenadas pelos agentes idealizadores da questão que se blindou.

Dessa forma, o politicamente correto visa moldar não só a maneira de se pensar, de se expressar, de se agir perante determinada situação, mas, mais ainda, remoldar e redefinir não só o imaginário da coletividade, no sentido do que é aceitável ou não, o que se deve passar a obrigatoriamente aceitar e suportar como normal ou como necessário, como também, remoldar e redefinir o próprio conceito de liberdade que em si encerra um conjunto de limites de uma pessoa em face da outra que deságua em outros direitos básicos estabelecidos no ordenamento jurídico segundo a cultura, os usos e costumes, a religião professada e sistema de governo regente.

A introdução da questão politicamente correta, em sendo a mesma corpo estranho à ordem estabelecida, sempre causará atrito na esfera dos direitos pré-existentes em razão desses direitos serem seu obstáculo natural, não guardando a essência da questão blindada relação com os mesmos, sendo até, com esses direitos, incompatível, mas que, porém, para que a questão blindada não seja considerada ilegítima perante o sistema legal e com isso tenha sua blindagem violada e sua essência atingida e o projeto que ela representa fracasse, seus idealizadores farão uso dos próprios direitos que lhes são antagônicos para protegê-la, dando-lhes, uma interpretação que amplia a esfera de proteção desses direitos para nessa proteção incluí-la, espalhando essa interpretação para todos os meios de propagação que possuem a disposição.

Introduzida a questão politicamente correta e desse ponto em diante, todo o establishment que está contido em cada uma das três forças, utilizar-se-á de toda a força do poder de ação que detém para estabelecer a questão blindada pelo politicamente correto, utilizando-se desde manifestações de rua previamente orquestradas e financiadas até a esfera executiva do governo do país.

Geralmente, as questões e matérias que vão ser individualizadas e alçadas a um patamar de obrigação da sua observância pela sociedade em nível superior a seus próprios direitos e cultura muito anteriormente estabelecidos, se dá de forma pontual e cirúrgica e se inicia com a reivindicação de um grupo que afirma, por exemplo, estar tendo seus direitos humanos violados e que precisa de uma proteção legal em específico para sua situação.

Esse pequeno grupo, comumente passa a ter destaque na grande mídia que o faz tomar vulto, bem como se encontra respaldado por alguma ONG, políticos e artistas em evidência, que passam a serem os porta-vozes desse grupo e em curto espaço de tempo, o governo estabelecido passa a apoiar o quanto requerido através, primeiro, da explicação e justificação para a população através de algum especialista de renome, após, através de política de Estado, passando a dispensar proteção oficial e imposição da aceitação da questão elevada à condição de politicamente correto, sob pena de cometimento de crimes os mais diversos.

Estando a questão blindada operando na sociedade acompanhada das mais diferentes e eficientes ferramentas de convencimento e imposição, ocorre um fenômeno consistente em que, enquanto uma parte se vê totalmente inibida, a outra, que é a protegida, se vê completamente expansiva, resistente e desenvolta em face da outra que se encontra circunvolta com a inibição que o politicamente correto lhe imprime, ocorrendo, nesse embate, no que diz respeito a massa da população, muitos serão convencidos e abraçarão a questão politicamente correta, outros se insurgirão e permanecerão se insurgindo, uma parcela portar-se-á de forma indiferente ante não suportar o peso da ação e uma parte da população, se portará de maneira apática sob o entendimento de outros estarem tomando providências.

A essa inibição se soma outra característica do politicamente correto consistente em se impor através de chavões autoexplicativos/impositivos e fazer com que a pessoa, grupo de pessoas e mesmo uma sociedade inteira, se expresse segundo os termos cunhados no chavão e dentro dos seus limites, sendo o ultrapassar esse limite incidir em ofensa ao que foi blindado, ficando quem extrapolou o limite sujeito a xingamentos, exposição ao ridículo, repreensões das pessoas ou grupos com a questão comprometidos, rotulada com os piores pejorativos possíveis, ações policiais, acusações de estar cometendo crimes e tudo o mais quanto se possa utilizar para inibir a manifestação tida como ofensiva a questão blindada, faceta com a qual a grande mídia é um dos maiores colaboradores, principalmente na disseminação do chavão e do vocabulário que o envolve, visando esse estado de coisas conduzir a conformação da população, seu amansamento.

A conformação imposta pelo politicamente correto, no que diz respeito aos sujeitos da sociedade que por esse sentimento são afetados, se externa na forma de indiferença forçada ou no portar-se como se determinada situação não estivesse a ocorrer em sua frente, levando os cidadãos a se desviarem da pessoa ou grupo de pessoas protegidas pelo politicamente correto da mesma forma como se desvia de um buraco, de uma árvore, de um vaso que se encontre em via pública em seu caminho, passando a agir com uma atitude de indiferença, mas uma indiferença reversa, ou seja, uma indiferença exercida face a si próprio ante a retirada ou redução drástica do seu direito de reação em face daquele que está a violar seus direitos.

Esse peso que verte da blindagem que envolve a questão politicamente correta, cuja transferência para o corpo social se dá em quantidades e frequência controlados, é composto de uma feixe de instrumentos abstratos de condução social advindos de diversos ramos das ciências, como psicologia social, antropologia, sociologia, direito, matemática, estatística, dentre outras, bem como de doutrinas humanitárias e pacifistas, ideologias políticas, etc, instrumentos esses que ficam a cargo dos engenheiros sociais, contratados das três forças, aos quais cabe seu desenvolvimento.

Já sua aplicação em face da sociedade se externa das mais variadas formas de imposição pelo establishment inteiro que idealizou a questão politicamente correta, que utilizará para impor sua aceitação, de toda a força do poder de ação que possuem, sendo a ação impositiva final o ato de autoridade do Estado que chancelará a concretização do objetivado, de uma forma que pouco ou nenhum instrumento democrático e legal de reversão reste para a população.

Destaque-se, que os indivíduos que estão por detrás da criação e imposição do politicamente correto, compõem todo o establishment envolvido desde as suas raízes, que se inicia no chamado Estado Oculto, passa por uma cadeia de vários outros até chegar ao establishment político, os Governantes eleitos com laços e compromissos com o Estado Oculto, que sempre estão em posições privilegiadas de comando e de tomada de decisões que pesarão sobre a massa da população através do poder de coerção que o Estado fornece por meio das mais variadas instituições governamentais que o compõem que vai dos órgãos de imprensa oficiais, dos Ministérios, até os membros componentes da cúpula dos três poderes que no caso da Europa se soma a cúpula de comando da União Europeia, de vez que é a esfera governamental que vai conferir legitimidade, legalidade e força de coerção a questão blindada pelo politicamente correto.

Ante essas características, em sendo a questão blindada pelo politicamente correto refratária a ordem estabelecida e tendo ao mesmo tempo por objetivo passar a compor essa ordem, quando começa a ser introduzida na sociedade, automaticamente toda uma gama de direitos que protegem, dão unidade, resguardam a integridade dos cidadãos um em face do outro, nos mais diversos aspectos, passam esses direitos, a não mais atingir a todos com o mesmo grau de obrigatoriedade, tanto de observância como de imposição ante sua infringência, exigido de todos até então sem exceção.

Importante notar que o establishment que as três forças representam, os governantes ligados as mesmas, a grande mídia e demais pessoas envolvidas no estabelecimento da questão politicamente correta, não estão preocupados com seus efeitos deletérios nas pessoas, na sociedade como um todo e mesmo se a segurança nacional está em jogo, mas apenas se o politicamente correto realmente blindou o que se pretendia e com isso atingiu-se o objetivo por eles pretendido, não importando se esse objetivo terá como custo o sacrifício de liberdades, de vidas, fragmentar a convivência entre as pessoas, causar sofrimento anímico, econômico, inversão de valores, alteração da cultura, desequilíbrio de direitos, desconfigurar as próprias bases institucionais da nação, etc.

Essas questões que passam a contar com o invólucro e áurea do politicamente correto, a par de representarem um elemento estranho perante a ordem social, moral, cultural, dos usos e costumes, religiosa e da própria legislação existente, faz com que esses pilares do Estado de direito que regem, identificam e aglutinam os cidadãos de uma nação, passem a ser modificados e as leis interpretadas de forma que a questão politicamente correta se acomode, sempre redundando em uma imposição sem possibilidade de reversão pela sociedade que passa a sofrer seus efeitos, que invariavelmente, são negativos.

A imposição, pela cúpula da União Europeia para seus Estados Membros, da aceitação dos chamados “imigrantes”, em sua maioria muçulmanos, com justificativas as mais diversas, não obstante a contrariedade da população nacional dos diversos países Europeus e a impotência dessas populações para alterar esse quadro, nada mais é do que uma questão que foi alçada a politicamente correta, estando dentro do estratagema das três forças que buscam o domínio do mundo, que não estão se importando, por essa razão, com o já avançado estado de islamização do continente Europeu e todo o efeito negativo que pesa sobre a população dos países que os receberam e mesmo sobre sua própria existência.

Atualmente, dia a dia, testemunhamos pasmos o verdadeiro flagelo que a população europeia passa através dos constantes atentados terroristas, da mudança forçada de hábitos e costumes, do escancarado objetivo dos islamitas de domínio através da fundação de partidos políticos e criação até de uma Polícia, da aberta ação do ISIS que além dos atentados terroristas também agem, seus membros, logisticamente na distribuição dos imigrantes, da ação de ONGs que fornecem navios para a travessia do Mediterrâneo, dentre outros atrocidades que beiram a desfaçatez para com a população, sem a tomada de medidas efetivas pela maioria dos países, a não ser paliativos, sem estancar a verdadeira causa do problema.

O politicamente correto e o establishment que está por detrás dele impede que se trate a questão dos islâmicos como ela realmente merece, a partir do momento em que há a questão imposta e impermeável de que a violência praticada pelos imigrantes muçulmanos através de atentados terroristas, estupros, violência verbal, não adaptação à cultura local, exigência de tratamento segundo as leis islâmicas e não das leis dos países em que estão embora delas se valham para se estabelecer e se sobrepor aos nacionais, são atos praticados por radicais e que esses representam um pequeno número de muçulmanos. Mas será que os radicais são um grupo pequeno conforme as autoridades, políticos e a grande mídia justificam repetidamente?

Mais ainda, será que somente um número reduzido de muçulmanos seguem os preceitos do Alcorão e Hadhits que tornam seus observantes passíveis de serem considerados ou rotulados como radicais?
A respeito dos muçulmanos radicais e não radicais, uma pesquisa feita em 2013 pela entidade Pew Research Center, deitou por terra essa questão, demonstrando através de resultado estatístico a que se chegou após ter questionado milhares de muçulmanos de trinta e nove países sobre sua posição em relação a certos preceitos do Alcorão, tendo em vista o número estimado de muçulmanos no mundo, que varia de 1.5 a 1.6 bilhões.

Para se desenvolver e ilustrar, a pesquisa utilizou-se de círculos concêntricos onde no círculo do centro foram colocados os muçulmanos denominados radicais que seriam os jihadistas, que praticam os atentados terroristas, onde se encaixam os membros do ISIS e demais grupos como Al-Qaeda, Hamas e outros que se encontram em luta através do ISIS pelo mundo, que segundo o resultado da pesquisa, são entre 40.000 a 200.000, isso somente do ISIS, não estando incluídos os milicianos da Al-Qaeda e demais milícias.
No segundo círculo, foram colocados os islamitas que aderem às práticas de martírio e que querem impor sua religião para o resto do mundo. Esses não cometem atos terroristas, agem politica e culturalmente com o intuito de mudar os governos dos países onde se instalam.

Tal qual os comunistas, usam da democracia e das leis dos países democráticos em seu benefício e para acabar com a própria democracia e via de consequência com o próprio país, dele se apossando, sendo que esses islamitas aceitam e objetivam muito do mesmo que os jihadistas almejam, apenas as táticas e modos de ação são diferentes sendo o uso da democracia e das leis o que lhes confere a legitimidade de ação e ganho de poder político a partir do momento em que em um país democrático, em sendo uma questão legítima, ela é digna de ser defendida politica e judicialmente, bem como de suscitar a elaboração de legislação específica, o que é feito a partir da fundação de organizações para defesa de interesses muçulmanos nos países em que se instalam, inclusive através de partidos políticos, estando tanto essas organizações quanto os partidos políticos que são criados, ligados umbilicalmente a Irmandade Muçulmana, fundada em 1928 no Egito, cujo objetivo é o estabelecimento de um Califado universal, governado por muçulmanos e de acordo com a Lei da Sharia.

Sobre a Irmandade, de ser ressaltado que embora a mesma possua uma atividade essencialmente política, que foi essa Irmandade que gerou os grupos terroristas jihadistas que se espalharam pelo mundo atuando como guerrilhas através principalmente de atentados terroristas, atividade que pode ser praticada por poucos indivíduos mas que impacta sobremaneira o modo de agir dos indivíduos na sociedade atacada.

Exemplo de organização muçulmana é a CAIR, que foi fundado nos EUA, apresentando-se seus membros inicialmente como muçulmanos moderados que lutam por direitos civis ligados aos interesses muçulmanos nos EUA, mas que quando fincam raízes, começam a deixar, por inevitável, transparecer suas ligações com o terrorismo islâmico, estando a CAIR, segundo investigações, envolvido com o financiamento do terrorismo nos EUA, como também já ficou comprovado que essa entidade tem por um de seus papéis, silenciar muçulmanos que ousam discursar contra seus objetivos por considera-los apostatas ou não cumpridores do Alcorão e dos Hadith, silenciamento esse que também é exercido contra não muçulmanos através de ações judiciais e ações mais violentas ou intimidadoras exercidas diretamente por seus membros junto às pessoas, sendo o mais comum a repressão de mulheres muçulmanas que vem a público reclamar e denunciar o tratamento inumano que lhes é dispensado em razão dos preceitos islâmicos.

Já o terceiro círculo é o maior e mais numeroso, composto pelos muçulmanos fundamentalistas, cujo estudo e pesquisa realizado pela entidade Pew Research Center, constatou que, entre 79% e 86%, acreditam que aqueles que deixam a fé muçulmana devem ser executados, chegando-se a concluir que se se pegar a média de todos os muçulmanos entrevistados no mundo a esse respeito, o resultado é no sentido de que representam 27%, que corresponde a 237 milhões de muçulmanos que apoiam que apostatas devem ser executados.
Outro dado da pesquisa revela que 39% dos muçulmanos dos países pesquisados, aceitam que o assassinato por honra é uma punição justificada para as mulheres que tenham feito sexo antes ou fora do casamento, sendo que, o percentual de 39% equivale a 345 milhões de muçulmanos.

No que diz respeito ao terrorismo e a jihad, a pesquisa revelou que muçulmanos de países ocidentais entre 18 e 29 anos, sendo 42% de muçulmanos da França, 35% de muçulmanos britânicos e 26% de muçulmanos dos EUA, aceitam explosões suicidas contra não muçulmanos sob a afirmação de que são justificadas ou justificáveis.

A mesma pesquisa, no que diz respeito à aplicação da sharia, 53% dos muçulmanos entrevistados afirmaram que querem a Lei da Sharia, a lei islâmica, como lei comum regulando seus comportamentos, sendo que, outro dado da pesquisa, revelou que desses 53%, 52% apoiam chicotadas e corte de mãos de ladrões, representando esse percentual, segundo a pesquisa, em torno de 281 milhões de muçulmanos.

Referida pesquisa, também chegou ao resultado de que, referente ao apedrejamento de mulheres consideradas infiéis, 51% dos muçulmanos entrevistados afirmaram ser favoráveis ao apedrejamento nesses casos, percentual esse que segundo a pesquisa, equivale a 289 milhões de muçulmanos.

Existe um detalhe, o muçulmano que não segue ou não concorda com os preceitos do Alcorão e dos Hadhits que regem o islamismo, é considerado apóstata e para esse a punição é a morte.

Ante esse dado e por uma questão de lógica, sua natural submissão que advém da própria condição de muçulmano, faz com que sua abstinência de posição os somem aos demais tidos por radicais, fora o fato de, se os muçulmanos, com a ajuda do conluio com que agem com as duas outras forças que disputam o poder no mundo e que lhes somam um coeficiente de força as que já possuem, conseguem sufocar o continente europeu, diga-se o exercício dessa força dentro do próprio grupo.

Não deve ser esquecido que os chamados radicais, na verdade, são os fiéis cumpridores dos preceitos islâmicos contidos no Alcorão e nos Hadith, sendo os Hadith o registro dos ditos, feitos e exemplos de Maomé segundo o Corão, sendo os Hadith considerados normas de conduta civil que por serem expressão da conduta posta no Alcorão por seu Profeta Maomé, são considerados preceitos tão divinos quanto.

Poderia se objetar que os muçulmanos sunitas são diferentes dos xiitas que dizem ser moderados, porém, segundo estatísticas, os sunitas representam em torno de 80% dos muçulmanos e que, em sendo os preceitos do Alcorão de observância obrigatória e que a observância cada vez mais estrita é a meta, pois do contrário o islamismo deixaria de ser islamismo, daí o significado de islã ser submissão, tal contexto faz com que esse pequeno percentual não represente peso na diferenciação entre radicais e não radicais por uma simples questão de maioria, que se soma ao fato dos preceitos corânicos de que a islamização do mundo é uma obrigação de todo o muçulmano, além de a diferença entre sunitas e xiitas consistir basicamente apenas na forma de sucessão do profeta Maomé após sua morte.

Desse modo, o próprio termo moderado não identifica a realidade do contexto, de vez que, o que se chama de moderados, deveriam ser rotulados mais precisamente como menos devotos ou como estando em um patamar de cumprimento dos preceitos do islamismo mais inferior e os radicais como os mais devotos e em um patamar de cumprimento mais elevado, sendo esses a ponta de laça da islamização, atrás da qual, em ocorrendo a islamização, todos os muçulmanos são trazidos a reboque sem exceção.

Abundam na internet relatos de muçulmanos que por discordarem dos preceitos islâmicos ou que tenham abandonado a fé islâmica, por essas razões, estarem sofrendo perseguição, não sendo raro terem de mudar de identidade e viverem em endereços secretos ou que ocultem sua identidade o mais eficientemente possível para não sofrerem a punição prevista pelo Alcorão e Hadith para esses atos.

Dentro dessa inflexibilidade que nada mais é do que externação da submissão imposta pelo islamismo, a pesquisa acima apontada, deixa claro que não há a possibilidade de se buscar o que se poderia chamar de islã moderado, pois não há como se mudar seus preceitos, sendo essa discussão mais um espantalho do que a busca de uma solução para a questão que se encontra premente da Europa hoje em dia de como contê-los dentro dos países que os receberam em grande número.

Outro espantalho que é utilizado por essas três forças, é a afirmação com contornos de incontestabilidade de que o islamismo é a religião da paz, afirmação falaciosa face não só aos próprios termos do Alcorão e dos Hadith, como também o demonstra a história sobre o islamismo.

O comportamento jihadista não é novidade no mundo Ocidental, de vez que o mesmo sempre ocorreu através de ondas onde a face dominadora e conquistadora do islã se mostra sempre de forma violenta, sendo uma ação arquetípica dessa violência o genocídio do povo Armênio pelo islã perpetrado e vários outros episódios de violência de muçulmanos contra muçulmanos e de muçulmanos contra outros povos através dos séculos, sempre em cumprimento do Corão e Hadith.

Hoje em dia na Europa e em outros países, a ação muçulmana se vê mais sofisticada ante a adoção em seus meios de ação de modos de agir assimilados dos comunistas e dos nazistas, que se veem potencializados com o conluio com as duas outras forças, os Globalistas e os Comunistas que no mundo Ocidental, se valem em muito dos socialistas que governam a maioria dos países europeus que lhes abrem as partas e os protegem das revoltas populares, bem como reduzem a população nacional a impotência ante o uso da própria legislação contra a população.

Se os jihadistas são a ponta de lança do islã, ante o que ocorre na Europa atualmente, resta cristalino que o islã é a ponta de lança das forças Globalistas e Comunistas para acabar com o Ocidente senão desestabilizá-lo, objetivo que se apresenta comum às três forças, com um agravante consistente em que, o Ocidente e principalmente a Europa, vem sofrendo a ação das três forças conjuntamente, sendo que, os Comunistas, nos países que governam no Bloco Russo/Chines, que denominam de Eurasiano e outros países como Coréia do Norte e Cuba, se resguardam em face dos islâmicos estrategicamente, se pondo imunes a islamização bem como afastando esse fator de desestabilização de seus territórios.

Conforme se constata da pesquisa, mais da metade dos muçulmanos seguem e são apoiadores dos preceitos do Alcorão e dos Hadith que qualificam o que se costumou denominar de muçulmanos radicais, mas que nada mais são do que os mais fiéis, de vez que um muçulmano será tanto mais fiel quanto mais cumpra os preceitos os quais são obrigatórios para todos e que no que se refere aos que se poderiam chamar de menos fiéis ou de não radicais, que esses se não apoiam, forçadamente são silentes ou omissos a respeito de vez que não podem correr o risco de serem considerados apostatas.

Dessa forma, em sendo a submissão a tônica e a questão do radicalismo ser mais uma questão ligada ao natural cumprimento do Alcorão e dos Hadith por aqueles que se tornam muçulmanos, não há como dizer que os radicais são em número pequeno e que a conduta daqueles que não praticam os atos violentos diretamente são os não radicais e que não representam perigo algum, de vez que a omissão gerada pela submissão colabora indiretamente e esses submissos, na hipótese de os chamados radicais conseguirem seu intento de domínio e sobreposição aos europeus, instituindo a Lei da Sharia naquele solo, esses submissos vão ser alçados junto ou levados a reboque pelos chamados radicais, ponto em que, a diferenciação que se tenta estabelecer é irrelevante ou mais um espantalho para proteger a essência da questão blindada.

Nesse contexto, não há como qualificar entre radicais e não radicais, mas entre radicais e submissos.

Porém, no que se refere ao termo radical para qualificar o muçulmano que pratica atos violentos difundidos pela grande mídia, de se observar que referido termo é inapropriado para a qualificação da questão para a qual está sendo utilizado, a partir do momento em que, está se utilizando de um termo cujo significado não se encaixa na caracterização dos fatos que a realidade desnuda e nem, como o devia ser, explica a raiz, a razão e a essência desses atos das pessoas ou grupo de pessoas que pretende separar e qualificar sob a alcunha de radicais islâmicos.

A rotulação dos muçulmanos como radicais se deita sobre o ato praticado, a violência em si e tão somente, ocultando o que por detrás dela é o móvel real da conduta, qual seja, o cumprimento a risca da obrigatoriedade da islamização pregada no Alcorão e que para os muçulmanos o que se está a chamar de violência não é violência e nem crime, mas um ato que fora ditado por Allah através de seu profeta Maomé, portanto, justificado ante a finalidade divina que o envolve, ponto em que o qualificativo de radical para os muçulmanos que cometem atos violentos contra os que considera infiéis e que são os nacionais dos países que os acolheram, se mostra totalmente inapropriado, senão inaplicável.

Na realidade, a palavra radical está sendo utilizada como mais um espantalho para proteger a questão politicamente correta e seu objetivo, qual seja, a imigração dos muçulmanos e seu propósito até então oculto de islamização da Europa, sendo a discussão do radicalismo uma questão periférica que não atinge a essência do que está sendo engenhosamente protegido e objetivado, de vez que, conforme os dados da pesquisa, o que se demonstra é que bem mais da metade dos muçulmanos se encaixa na descrição do radical, o que em si demonstra a enorme mentira oficial difundida de serem os radicais um grupo pequeno e pior do que a mentira, aos riscos que a população está sendo exposta pelos exclusivos interesses das três forças que disputam o poder no mundo e que não estão preocupadas com os efeitos negativos, mas que pelo contrário, são esperados e queridos.

O mesmo se diga referente a discussão que se formou ante o dizer dos governantes europeus comprometidos com esse status quo de que a Europa e o povo Europeu tem muito a aprender com os muçulmanos e sua cultura, o que é prontamente destacado pela grande mídia em uníssono, com o detalhe de que várias das grandes mídias Ocidentais impressas e televisivas, contam com capital dos países do oriente médio que financiam as atividades da Irmandade Muçulmana.

O fato ligado aos atos violentos praticados por islâmicos na Europa, diz respeito ao nível de cumprimento por seus membros do Alcorão e dos Hadhits os quais conduzem a vida e os atos do devoto muçulmano e que são de observância obrigatória, por serem considerados predeterminados, não existindo no islamismo o livre arbítrio com o significado que possui no cristianismo de se seguir o preceito ou não ante a predeterminação divina.

Por isso a essência da realidade que permeia a condição do ser muçulmano está sendo ocultada ante sua condição refratária a sociedade Ocidental, sendo os atos violentos não radicalismo, mas estrito cumprimento dos preceitos do islamismo por seus fiéis que tem no Ocidente e em seu centro, a Europa, um mundo totalmente antagônico ao seu e a sua fé, cujos infiéis devem ser subjugados segundo os preceitos corânicos e dos Hadith.

Não servem, portanto, os significados de palavras como o termo radicalismo como o conhecemos para qualificar os atos terroristas e outros crimes de vez que o significado de radical está dentro do contexto Ocidental, enquanto que os muçulmanos que praticam atos chamados violentos estão agindo sob o comando do Califado e segundo os preceitos islâmicos, conforme os quais, essas condutas não são consideradas radicais e nem criminosas, mas mero cumprimento ao que está posto nos preceitos islâmicos e que está envolto com a aura da predeterminação divina, sendo a expansão do islamismo e a formação de um império islâmico um mandamento corânico ao qual todo muçulmano tem obrigação estrita de obediência, mandamento esse cujo cumprimento se vê fomentado e estimulado pelo Califado através da Irmandade Muçulmana, não servindo os termos radical e não radical para espelhar essa realidade.

Fora o fato de a discussão dos aspectos periféricos a questão blindada, referida discussão, oculta e impede que se note a forma de ação dos muçulmanos, que também se encontra no Alcorão e nos Hadith, donde constam preceitos e exemplos do profeta Maomé de como agir na expansão do islamismo, preceitos esses que permitem ao muçulmano dissimular e mentir tanto para se proteger quanto para expandir o islã, sendo exemplos de preceitos que permitem a mentira e a dissimulação: Alcorão – 16:106, 3:28, 9:3, 40:28, 2:225, 66:2, 3:54 Hadith – Bukhari: 50:369, 52:269, 49:857, 84:64-65, Muslim: 32:6303.

O muçulmano tem o dever da verdade somente em relação a outro muçulmano, já referente ao não muçulmano, denominado de kafir (infiel), é permitido mentir das mais diversas formas, onde o sopesamento da verdade e da mentira tem como parâmetro a prejudicialidade para o islã. Se dizer a verdade em dado momento for prejudicial ao islã, é dado mentir, dissimular.

As mentiras e dissimulações em face dos não muçulmanos visam ganhar a confiança dos mesmos, expor suas vulnerabilidades, desviar a atenção das verdadeiras intenções para a final subjugá-los segundo o Alcorão e Hadith.

Algumas das formas permitidas de mentir são: Taqiyya (muda’rat): dizer algo que não é verdade kitman – mentir omitindo, como, por exemplo, citar para um infiel somente parte de um preceito que o cativará e o levará a conversão, sem dizer o restante e a quais outros preceitos está ligado tawriya – fazer uso da ambiguidade para confundir e enganar o infiel taysir – ludibriar o infiel demonstrando flexibilidade e moderação dizendo não observar todos os princípios da sharia darura – quando o muçulmano, para beneficiar e fazer avançar o islã, engana o infiel praticando atos que segundo o Alcorão e os Hadith são proibidos, como, por exemplo, a exposição de mulheres muçulmanas em atividades que não lhes são permitidas para fazer crer que a opressão da mulher no islamismo não é verdade ou quando se travestem a moda Ocidental, como o presidente deposto do Egito Mohammed Mursi, que após a deposição, foi apoiar a Irmandade nos EUA.

De todas as formas acima, a mais emblemática e que representa bem o que ocorre na Europa e que se espalha para o resto do mundo Ocidental, é a forma de mentir chamada de muruna, que consiste em suspender temporariamente a sharia, o cumprimento dos preceitos, para fazer crer que os imigrantes muçulmanos são moderados, onde as primeiras levas de muçulmanos, quando estão se estabelecendo, deixem transparecer uma áurea de compatibilidade e adaptabilidade, de que não são uma ameaça, perante os não muçulmanos do país acolhedor, até o ponto em que novos imigrantes vão chegando e a comunidade ganhe força, ocasião em que a sharia é retomada.

Fora esse quadro extremamente favorável à ação islâmica, há o fato de, as Forças Globalistas e Comunistas, ao longo das décadas, a par da laicidade dos Estados europeus, terem estimulado através do secularismo e do ateísmo a redução da importância da religião cristã na vida das pessoas ao ponto de ficarem até com vergonha de frequentar a igreja, atitude mais arraigada nos mais jovens, tendo a religião cristã sido abafada aos poucos, até ser considerada não importante e pertencente a um passado distante não obstante a presença do Vaticano no solo europeu, que tem no atual Papa, um pontífice que prega e pratica atos totalmente divorciados do quanto pregado e praticado pelo Papa Emérito Bento XVI, conduta explicável com o simples estudo do histórico da atuação do Cardeal Bergoglio na Argentina, ao que ele estava ligado, sendo sua conduta de ajudar a abrir as portas da Europa para os “imigrantes” muçulmanos nada mais do que a externação da ideologia vermelha em face da qual demonstra ligação.

O hoje Papa Emérito Bento XVI, no ano de 2006 e no início da ascensão do Estado Islâmico, em um discurso na Universidade de Ratisbona, na Alemanha, já alertava sobre o perigo dos islâmicos bem como os convidava para o diálogo, em nítida defesa dos cristãos e do Ocidente, dizeres que hoje são tidos como proféticos, discurso esse que não fora seguido ou dado continuidade pelo atual Papa Francisco, pelo contrário.

Também é um fator de vantagem para os islâmicos outra realidade da Europa que também é fruto da ação das duas outras forças, que vem a ser a baixa densidade demográfica e o reduzido número de nascimentos para recompor a população, baixa densidade essa que é o resultado de décadas de inculcação de alarmismos de superpopulação, escassez de recursos, mas principalmente ante o estabelecimento de uma cultura de contracepção, o que profeticamente já tinha sido alertado pelo Papa João Paulo II, que ao ser questionado sobre aborto e o uso do preservativo como hábito preventivo para conter a aids, afirmou, naquela ocasião, que aborto é um assassinato de inocentes os mais indefesos, bem como que, não era contra o uso do preservativo como precaução, mas era contra a formação de uma cultura de contracepção que se desencadearia com o estímulo do habito do preservativo e que a questão do aumento da aids estava mais ligado ao estímulo de hábitos sexuais permissivos desvinculados da sua verdadeira natureza, do que com prevenção.

Tanto o Papa Emérito Bento XVI quanto o Papa João Paulo II foram à época de seus pronunciamentos severamente criticados por todo o establishment envolvido nas questões.

Dentro desse contexto, claro resta o estado desesperador em que se encontra a população da maioria dos países europeus e o acachapante poder de ação das três forças, ação essa que nenhuma nação do Ocidente está imune, bem como os limitadíssimos instrumentos de resistência que a população tem a seu dispor, que praticamente se resume a não aceitação desse estado de coisas por alguns países europeus como, Polônia, Eslováquia, Hungria e República Tcheca e sua resistência dentro do limitadíssimo espaço democrático e legal que lhe restou, resistência essa que ganhou força com a eleição e as ações pôs eleições de Donald Trump nos EUA.

Que Deus ajude o povo europeu a afastar esse mal que o assola e que nos ajude a nos precaver e ter forças para repelir e anular esse mal que se nos avizinha, sendo de todo cabível a lição do Filósofo Olavo de Carvalho que diz que ...” o desejo de reagir aos argumentos a partir de sua mera formulação verbal termina por misturar em uma pasta indistinta as coisas as mais diversas e se você não enxerga pelo menos o perfil daquilo contra o qual você está lutando, você está lutando apenas contra o nome dele e não contra a coisa.”...

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Advogado reside em São Paulo.