DEMOCRATAS CONTINUAM COM A VISÃO QUE OS DERROTOU
 

 


 

DEMOCRATAS INSISTEM NAS SUAS FALHAS

Marc Thiessen

NEW YORK POST

02/05/2017

Somos forçados a reconhecer: os últimos 100 dias foram um desastre ... para os democratas.
Apesar de muita tinta ter sido derramada na semana passada avaliando os primeiros 100 dias do presidente Trump na Presidência, o desempenho abismal dos democratas escapou em grande parte do escrutínio. Vejamos seus feitos.

Os democratas passaram grande parte dos primeiros meses de mandato de Trump forçando sua infundada narrativa de seu suposto conluio com Vladimir Putin.

Mas essa narrativa virou fumaça quando Trump lançou ataques de mísseis contra o aliado sírio de Putin, Bashar al-Assad. Depois, os discursos da embaixadora na ONU, Nikki Haley, perante o Conselho de Segurança, acusando a Rússia de não deter o uso de armas químicas da Síria e o do Secretário de Defesa Jim Mattis afirmando que a Rússia está armando os talibãs.

De repente, estamos em uma nova Guerra Fria com Moscou - que joga água fria no caso dos democratas sobre o conluio Trump-Putin. Todo esse esforço de assassinato de reputação foi-se pelo ralo.

O mais prejudicial foram os esforços aparentemente ininterruptos dos democratas para alienar ainda mais os milhões de americanos que votaram duas vezes por Barack Obama, mas mudaram para Trump no ano passado. Alguns apontam para uma sondagem Post-ABC News que mostrou que Trump não tinha expandido sua base de apoio desde que assumiu o cargo. Bem, ele não precisava: ele venceu. (E a pesquisa sugeriu que se a eleição fosse realizada mais tarde, ele não só derrotava Hillary Clinton novamente, mas ganhava até no voto popular desta vez).

Quem precisa expandir sua base são os democratas, e eles absolutamente não conseguiram fazê-lo. De acordo com essa pesquisa, apenas 2% dos americanos que votaram em Trump lamentam seus votos, enquanto 96% disseram que era a coisa certa a fazer.

Hoje, apenas 28 por cento dos americanos dizem que o Partido Democrata está em contato com as preocupações da maioria dos americanos - 10 pontos atrás Trump.

Os democratas deixaram claro o seu profundo desprezo pelos valores da classe trabalhadora, democratas socialmente conservadores que deixaram seu partido em massa no ano passado. O novo presidente do partido, Thomas Perez, anunciou que os candidatos pró-vida já não são bem-vindos no partido: "Todo democrata, como todo americano, deveria apoiar o direito da mulher fazer suas próprias escolhas sobre seu corpo e sua saúde. Isso não é negociável”.

Os democratas estão completamente concentrados em aplacar suas bases da esquerda e anti-Trump - enquanto o coração da América pensa que essas pessoas são loucas.
Eles vêm mulheres marchando em manifestações anti-Trump usando chapéus em forma de vagina (pussy). Eles vêm turbas esquerdistas atacando Charles Murray no Middlebury College e tentando impedir Ann Coulter de falar na Universidade de  Berkeley.

Eles vêm "Bill Nye, o Indivíduo Liberal" (co-presidente honorário da Marcha pela Ciência) perguntando se as pessoas não deveriam ser punidas por ter "filhos extras". (Qual número do filho que seria o "extra"?)

A população vê um feedback horrível da intolerância de esquerda para com suas crenças e modo de vida. E vêm os democratas louvando esta gente esquisita.

Eles também vêm que os democratas nem sequer fingiram cooperação com o candidato eleito por eles. O Partido Democrata não é mais a oposição, é "A Resistência".

Esses eleitores perguntam corretamente: resistência a quê? A resposta, concluem, é a resistência a ideias contrárias às suas. Resistência aos valores da América profunda, da maioria dos que não vivem nas costas leste e oeste (a “fly over America” das elites arrogantes). Resistência ao candidato que prometeu lutar por eles - os "americanos esquecidos", abandonados pelo Partido Democrata.

A implacável obstrução dos democratas a Trump enviou uma mensagem clara aos ex eleitores de Obama que votaram emTrump: nós não os ouvimos. Nós detestamos seu presidente e todos vocês que o colocaram no cargo. E nós vamos mostrar o que você pode fazer com o seu voto em Trump, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para minar o homem que vocês elegeram.

Bajular a esvoaçante base liberal (esquerdista) enquanto alienava a classe trabalhadora, tradicionalmente eleitores democratas, não funcionou em 2016. Custou aos democratas não só a presidência, mas a chance de assumir o controle do Senado em um ano em que o jogo político se inclinava contra os Republicanos.
No entanto, por alguma razão inexplicável, os democratas parecem hostis a mudar essa estratégia fracassada.

O problema é que, em 2018, os republicanos estão defendendo apenas oito cadeiras no Senado, enquanto os democratas estão defendendo 25 - incluindo 10 em estados vermelhos (republicanos) em que Trump venceu. E os eleitores da classe trabalhadora nesses estados vêm que os democratas têm total desprezo pela escolha de seu presidente e, portanto, desprezo total por eles.

Cem dias depois, esses eleitores permanecem leais a Trump. É uma boa notícia para o presidente. Mas para os democratas, é um desastre.

Tradução: Heitor De Paola