A LEI DOS CES!

 

Lei dos cães para os cães

Osmar José de Barros Ribeiro

Alta madrugada. O sono acabou. Ficaram as preocupações com o dinheiro que não chega ao fim do mês, os juros extorsivos, as coisas sendo vendidas pela hora da morte, as promessas de felicidade pelas compras do Dia das Mães. Tudo mentira, propaganda, tudo prometendo felicidade em troca de algumas moedas que logo, logo, transformar-se-ão em catadupas de dívidas. É o carro de 100 mil reais que o transformará em vencedor ou a maquiagem que a fará a mulher mais linda do mundo. A televisão propaga mentiras e mais mentiras. No mundo da propaganda, movido a dinheiro e ilusão, a plebe rude se engana se ilude e... compra, enterrando-se em dívidas e mais dívidas.

Dos países ditos desenvolvidos do Ocidente, chegaram aos subdesenvolvidos as ideias de igualdade, de direitos iguais para pessoas desiguais, de que as mulheres são depreciadas em seu trabalho, que homossexual são a fina flor de uma sociedade decadente, na qual os valores éticos e morais são frioleiras a serem esquecidas, abandonadas, em nome de uma coletividade sem leis e sem normas. As drogas estupefacientes são vistas como a liberação da individualidade. O vício campeia. A violência torna-se norma. É válido tirar de quem tem para sustentar os despossuídos.

Na raiz mesma de toda a sorte de problemas, particularmente entre os países mal estruturados política e materialmente, a influência deletéria de um esquerdismo malsão oriundo de pensadores que buscam adaptar o marxismo aos ensinos, indubitavelmente mais apropriados à conquista do poder, de Antônio Gramsci. O resultado não poderia ser diferente do que foi. Entre nós, brasileiros, filhos de um País transformado em Estado antes de surgir como Nação, tudo se complicou. O patrimonialismo, imperante em largos traços da sociedade brasileira, notadamente naquelas áreas menos sujeitas à imigração europeia, deu margem ao surgimento de famílias que se perpetuam no poder.

Para mal dos nossos inúmeros pecados assistimos, nos últimos anos, a uma tentativa de transformar o Brasil numa “republica bolivariana” dominada pela ideologia comunista e por uma cleptocracia estatal aliada a empreiteiros de obras públicas, famintos, uns e outros, de fortunas ilícitas e poder sem peias.

A pouco e pouco, muito mais lentamente que o desejável, a Nação vai se sobrepondo a um Estado corrupto, onde o dinheiro ainda fala bem mais alto que a Justiça pura e simples.

Talvez esteja chegando a hora de que corruptos e corruptores sejam devidamente eliminados da vida pública, aí alencados desde os traficantes aos usuários de drogas, dos contrabandistas de armas aos ocultadores de dinheiro em paraísos fiscais. Óbvio, haverá choro e ranger de dentes, mas será feita a faxina que tanto faz falta para que nos transformemos em uma Nação digna desse nome. Que deblaterem os defensores dos “direitos dos manos” transformados, de uma vez por todas, em “direitos humanos”. Prisão perpétua, quiçá alguns fuzilamentos exemplares, suspensão de visitas íntimas, campos de trabalho e não penitenciárias com direito a telefones celulares e quejandos.

Lei dos cães para os cães.